Motivações para Empreender – novidades no GEM 2019/2020

O GEM 2019 trouxe algumas novidades e considero a principal delas ter ampliado a motivação para empreender. Se até o relatório de 2018 as motivações eram por oportunidade ou por necessidade, agora a pesquisa oferece algumas opções e o empreendedor pode marcar mais de uma opção, a saber:

To make a difference in the world;
To build great wealth or very high income;
To continue a family tradition;
To earn a living because jobs are scarce

 

MOTIVAÇÃO PARA

EMPREENDER  NO BRASIL

   TEA – Taxa TOTAL de empreendimento inicial     TEA Homens   TEA Mulheres
Ganhar a vida

88,4%

86%

90,8%

Fazer a diferença

51,4%

49,6%

53,2%

Construir uma grande riqueza / motivação financeira

36,9%

41,9%

31,8%

Continuar uma tradição familiar

26,6%

28,8%

24,4%

Nesta pesquisa não perguntaram sobre autonomia e independência, pois essas são motivações inerentes ao empreendedorismo.

Em 35 dos 50 países pesquisados, mais da metade dos adultos que empreenderam um novo negócio o fizeram “to earn a living because job scarse”, ou seja,empreenderam porque estavam sem trabalho.  De fato, os países que aparecem entre os mais empreendedores, com as maiores taxas de novos negócios estão na América Latina e no Caribe. Dois terços dos que estão na América Latina e Caribe destacaram essa, como a sua principal motivação.

Os dados globais mostraram que os homens são mais propensos as abrir um negócio por motivação financeira e para continuar uma tradição familiar, isso apareceu em três quintos (3/5, cerca de 60%) das economias pesquisadas.

Já as mulheres parecem ser mais movidas por um propósito – muitas vezes elas iniciam um negócio para fazer uma diferença no mundo.  Em três quartos das economias pesquisas (75%)  as motivações foram “to make a difference in the world” e “to earn a living because Jobs are scarce”.

Atualizações de dados do BRASIL de 2018 para 2019

A taxa de empreendedorismo na fase inicial é de 23,3%, o Brasil ocupa a 4ª posição no ranking das 50 economias pesquisas e o número de homens e mulheres iniciando um novo negócio é muito parecido – 23,5% Homens e 23,1% Mulheres.

Quando o assunto é percentual de empreendimentos estabelecidos, aqueles em que o sócio ou fundador é remunerado por mais de 42 meses, o Brasil ocupa a 2ª posição do ranking com 16,2%.  Neste ponto a diferença entre empreendedores masculinos e femininos é maior e as causas ainda são desconhecidas. – 18,5% homens e 13,9% mulheres.

Sobre a idade dos empreendedores iniciais – eles são muito jovens. De 18 a 24 anos são 24,3%, de 25 a 34 anos são 26,1% e de 35 a 44 são 26,7%.
Apesar dos jovens terem menos acesso a recursos, incluindo aqui capital, conhecimento e experiência, eles têm menos responsabilidades, muitos não têm dependentes, não têm tantas contas e os salários no início da carreira costumam ser menores – fatores que fazem com que os jovens se arrisquem mais

Vale lembrar alguns pontos da pesquisa:

Nesta pesquisa, qualquer tipo de novo negócio é considerado empreendimento – informais, em casa, fazer doce para fora.

O GEM é realizado desde 1999 em cerca de 50 países. Na edição de 2019 foram realizadas mais de 150 mil entrevistas com pessoas entre 18 e 64 anos em 50 países.

Na metodologia adotada, a decisão de empreender é fruto de atitudes individuais, percepções e intenções. Os contextos social, cultural e político podem facilitar, promover ou desmotivar tal decisão.

Referência:
gem-2019-2020-global-report-rev-220420-1587544406.pdf

Toda empresa familiar surge com o sonho e o empenho de um empreendedor

 

 

Toda empresa familiar surge com o sonho e o empenho de um empreendedor.
Para Fernando Dolabela, autor da Pedagogia Empreendedora, o empreendedor tem um sonho e faz de tudo para realizá lo.   Nunca é fácil, exige muita dedicação, muitas horas de trabalho, muitas privações. Contudo, quando dá certo, é literalmente, a realização de um sonho!

Muitas empresas familiares fundadas no pós guerra estão passando para a 2a e a 3a geração e pode ser muito dificil para o herdeiro, no caso o sucessor, dar continuidade ao sonho de uma outra pessoa!

Alguns dados brasileiros recentes, sobre as empresas que são criadas (com até 4 anos), mais de 84% são fundadas apenas pelo empreendedor que, quando não consegue dar conta de fazer tudo sozinho, contrata um amigo ou parente .  No Brasil , cerca de 75% dos negócios são gerenciados por familiares e amigos próximos ao empreendedor/fundador. Dados do relatório do GEM 2018.

No post de hoje vou trazer alguns dados gerais sobre o empreendedorismo no Brasil do GEM 2018 – Global Entrepreneurship Monitor – que é uma pesquisa realizada anualmente em quase 50 países desde 1999. No Brasil a pesquisa é conduzida pelo IBQP – Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade em parceria com o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

Para o GEM, empreendedorismo é qualquer tentativa de criação de um novo negócio ou expansão de um movimento existente. Em ambos os casos, a iniciativa pode ser de um indivíduo, de um grupo de pessoas ou por empresas já estabelecidas.
Neste link você encontra o relatório de 2019, com os dados brasileiros da pesquisa de 2018,  e neste outro link , você encontra os dados dos relatórios de todos os anos, inclusive o de 2019/2020 e em todos os países, em inglês

Alguns dados interessantes:

Classificação dos empreendedores -Os empreendedores são divididos em iniciais e estabelecidos e essa classificação está relacionada com o fato do empreendimento já ter remunerado seu sócio ou não e o tempo de remuneração.

Os empreendedores iniciais podem ser nascentes (quando ainda não receberam salários ou qualquer remuneração por mais de 3 meses) e novos (os empreendimentos que já remuneram o seu fundador por um período entre 3 e 42 meses)

Empreendedores estabelecidos – possuem ou administram empreendimentos que já os remuneram de alguma forma por um período superior a 42 meses.
De acordo com a pesquisa a taxa de empreendedorismo total é 38%, ou seja, existe a estimativa de que 52 milhões dos brasileiros entre 18 e 64 anos estavam realizando alguma atividade empreendedora (podia ser atividade principal ou secundária)

Tipo de Propriedade e administração / gestão.
85% dos empreendedores não possuem sócios. Dos 14% dos que afirmaram ter um ou mais sócios, 62,4% disseram que o negócio é em sua maior parte, propriedade de sua família ou de parentes. Em outras palavras, 9,17% dos empreendimentos são familiares.
Com esses dados podemos dizer que o empreendedorismo no Brasil é uma atividade desenvolvida em caráter individual ou familiar. Além disso, na pesquisa foi possível concluir que 74,5% dos negócios são gerenciados pelo empreendedor e /ou por seus familiares,

Investimento / relacionamento com o investidor
Neste ponto percebe-se mais uma vez o caráter familiar do empreendedorismo no Brasil. Mais de 55% dos investidores informam aportar recursos em iniciativas de familiares próximos ou de parentes. Com a nova legislação para os investidores anjo, isso pode mudar.

Motivação Inicial para empreender
A motivação é um dos principais temas da pesquisa. Tradicionalmente os empreendedores são divididos entre os que empreendem por necessidade e os que empreendem por oportunidade.

Empreendedores por necessidade –sobrevivência – aquele que iniciaram um negócio porque não tinham uma alternativa para a sua ocupação ou geração de renda. Com frequência apresenta alguma precariedade na sua condução em função da falta de planejamento, pouco conhecimento do mercado ou experiência previa na área.

Já os empreendedores por oportunidade, como o nome já diz, identificaram uma oportunidade no mercado. Geralmente a sua principal motivação é ser independente ou aumentar a sua renda, está relacionado com a realização pessoal. Dos que empreenderam, 62% disseram ter identificado uma oportunidade.

Não é surpresa que os empreendedores que identificaram uma oportunidade tenham negócios mais duradouros, pois, além de conhecerem melhor o mercado, quem empreendeu por necessidade, pode “abandonar” o seu negócio caso receba, por exemplo, uma proposta de trabalho/ emprego.

As atividades econômicas dos empreendedores – O GEM divide os empreendedores em 4 setores de atividade econômicas (1) setor extrativo, (2) atividades industriais, (3) orientados para o negócio, e (4) orientados para o consumidor final.
No Brasil, os negócios voltados para o consumidor final aparecem em maior número por serem os mais fáceis de criar e, por representarem o tipo de atividade que mais exige personalização, facilita o surgimento de tantos negócios para atender públicos específicos. Além de ser menos sensível a concorrência, apresenta um menor valor agregado, quando comparado, por exemplo, com as atividades industriais.

 

A principal característica das empresas familiares é a proximidade dos sistemas FAMÍLIA E EMPRESA

A principal característica das empresas familiares é a proximidade entre a família e a empresa e, consequentemente, o envolvimento dos familiares no negócio e a influência da família na empresa e da empresa na família.

Para a maioria das pessoas, empresa e família são duas coisas muito importantes, distintas e que não podem, nem devem ser misturadas. Entretanto, o que observamos no dia a dia com as famílias proprietárias de empresas familiares é uma interferência direta de um sistema no outro, sugerindo a existência de dificuldades em se delimitar os campos e as funções e, sobretudo, as fronteiras entre os sistemas.

Algumas questões que costumam ser relacionadas ao entrelaçamento dos dois sistemas são: o acúmulo de papéis e funções, a divergência de objetivos de uma geração para a outra, as diferentes motivações, desejos e expectativas dos membros da família, e a sucessão – tema que tem despertado maior interesse dos estudiosos e que ainda hoje é considerado assunto tabu em muitas empresas familiares.

Enquanto o sistema familiar é baseado nas emoções, visa à nutrição, ao desenvolvimento e à proteção dos seus membros participantes, que não podem escolher se querem participar do sistema ou não e têm seus comportamentos baseados em normas de lealdade e reciprocidade. O sistema empresa é baseado, sobretudo, na razão, visa à competitividade e à lucratividade no mercado de trabalho, os participantes, na maioria das vezes, podem escolher se querem participar do sistema ou não e têm seus comportamentos e atitudes baseados nas habilidades para contribuir para o crescimento e lucratividade da empresa. (Lansberg, 1983 e Swartz, 1996)

Apesar de falar sobre 2 sistemas diferentes, se você já leu/ estudou sobre empresas familiares, você já deve ter visto o esquema abaixo, que contempla três sistemas – patrimônio /propriedade, família e gestão da empresa :

O modelo que foi desenvolvido por Tagiuri e Davis há mais de 40 anos para compreender as empresas familiares tem muito a nos revelar. Dependendo do lugar em que a pessoa ocupa na sua família e na empresa vai gerar preocupações e interesses variados.

 

Nos números 1, 2 e 3 estão as pessoas que fazem parte apenas de um dos sistemas e suas preocupação vão ser relativas a esses lugares. Nos números 4, 5 e 6 estão as pessoas que ocupam dois sistemas e no número 7 estão as pessoas que trabalham na  empresa, são acionistas e fazem parte da família.

No próximo post vou escrever mais sobre isso.

 

Motivação e Interesse pelo tema das Empresas Familiares

Desde 2002 estudo sobre empresas familiares, mas minha relação com o tema é muito mais antiga.

Eu cresci em uma família que possui empresa. Sou neta de imigrantes italianos que chegaram no Brasil com o sonho de “fare l’américa”.  Muitos dos meus amigos eram filhos de empresário e tinham uma vida bastante confortável.  E diante das minhas constatações de adolescente, consegui ver os muitos lados positivos da empresa familiar.

Me formei em psicologia, mais precisamente em terapia sistêmica de família e, comecei a me deparar com questões de dificuldades relacionais, causadas pela proximidade entre família e empresa, nas sessões de terapia.

Quando comecei a trabalhar na PUC-Rio como professora de ATITUDE EMPREENDEDORA – esse é um tema que merece um livro, vai ficar para outro momento! – encontrei uma serie de alunos que tinham feito sua escolha de carreira para agradar aos pais, alguns tinham certeza de que tinham feito a escolha errada mas ainda não sabiam qual curso seguir.

Em 2002 entrei num grupo de estudos sobre empresas familiares e aprendi muito. Descobri que existia, já naquela época, um enorme campo de estudo praticamente desconhecido no Brasil. Mergulhei de cabeça e encontrei (1) muitos artigos sobre o processo de sucessão, (2) muitos artigos falando sobre as dificuldades de passar para a geração seguinte, (3) uma série de mitos e preconceitos em torno das empresas familiares.

Em 2003 ingressei no doutorado com uma proposta muito audaciosa. Conhecer a percepção que 3 grupos de sujeitos têm sobre as empresas familiares – dos mais aos menos envolvidos com o negócio, (1) herdeiros de empresas familiares que já existiam há pelo menos 30 anos no mercado, (2) funcionários que trabalhavam em empresas familiares. Eu tinha material para 3 teses, cada um desses grupo trouxe uma enorme quantidade de informações.

Em 2007 terminei minha pesquisa e, em vez de me encaminhar para o universo acadêmico, optei por levar as informações produzidas na Universidade para a sociedade, com o objetivo de ajudar as empresas familiares  e assim surgiu o www.portaltudoemfamilia.com.br. Desde então a minha missão tem sido produzir e disseminar informações úteis e relevantes para a saúde e continuidade das empresas familiares.

Essa foto é do meu consultório e conta um pouquinho da minha formação acadêmica. Adoro estudar e ter feito o curso em teoria sistêmica me ajudou a entender que existe algo maior e diferente do que a soma das partes. Continuo estudando.

Em 2017 cursei a disciplina “family business” do curso de Economia Universidade de Padova, na Itália e aprendi diversas ferramentas que eu não conhecia.

Neste momento de quarentena, estou reinventando o meu negócio para alcançar um publico maior.

Vem surpresa por aí mas vou esperar o momento certo de contar.

O impacto da família no desenvolvimento dos empreendedores

Nesse post quero falar sobre o papel da família, e, em especial, o das mães dos empreendedores (já que estamos no mes das mães!) no desenvolvimento da carreira dos seus filhos.

Como professora de empreendedorismo, já participei de discussões calorosas sobre o tema – seja em rodas de amigos, em salas de aula, ou em defesas de mestrado e ainda não foi possível chegar a um consenso sobre diversas questões.

Empreendedorismo é algo inato ou pode ser desenvolvido? As pessoas já nascem empreendedoras?   Particularmente acredito na possibilidade de formar empreendedores, sendo empreendedorismo uma atitude diante a vida, relacionada com a possibilidade de fazer escolhas, construir coisas, adotar outros e novos itinerários.

Recentemente assisti a um filme comercializado pela Siamar recursos para treinamentos sobre o impacto exercido pelas mães dos empreendedores em suas carreiras. 

Lemonade Stories é um filme produzido pela Fifty Eggs (EUA), com o apoio do Babson College, que conta a história de sete empreendedores. O título vem da expressão “pegar limões e fazer limonadas”, ou seja, tentar achar um modo de aproveitar os limões da melhor forma.

Os empreendedores do filme fazem um agradecimento às suas mães por elas terem sempre acreditado na capacidade de realização, por terem estado sempre  por perto, por terem dado  amor, força, independência, liberdade e coragem aos seus filhos. Na opinião dos empreendedores do filme, suas mães foram suas principais incentivadoras.

Claro que não existe uma fórmula para isso, as histórias contadas no filme são muito diferentes, entretanto, uma coisa elas têm em comum: os pais e, em especial, as mães, permitiram que seus filhos descobrissem novos caminhos e, mais, deixaram que eles enfrentassem os desafios que apareceram no caminho. A necessidade de enfrentar desafios, quando comparado ao sucesso fácil graças à intervenção dos pais parece ser um impulsionador da atitude empreendedora.

Hoje vemos pais muito mais preocupados em preparar o futuro dos filhos do que em preparar seus filhos para enfrentar o futuro. Qual é a diferença?

Não temos como prever qual será o futuro dos nossos filhos, nem quando tentamos prepará-lo, mas se pudermos ensinar aos nossos filhos a lidar com as incertezas, a avaliar as situações, eles poderão enfrentar os desafios que certamente aparecerão, com mais tranqüilidade.

Pense nisso!

 

O que acha mais importante no seu trabalho? Confiança ou competência?

O assunto de hoje – a nomeação de Marcelo H. Crivella – o filho – como Secretário – Chefe da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro – nos remete a um tema bastante delicado nas empresas familiares. O que é mais importante no ambiente profissional – a competência ou a confiança? Em muitos casos é a confiança e isso está relacionado com a nossa cultura.

O povo Brasileiro é muito desconfiado, acha que sempre tem alguém tentando tirar vantagem – a “Lei de Gérson”, o “jeitinho Brasieliro”, a “malandragem”, características da nossa Cultura, fazem com que o brasileiro prefira ter pessoas de confiança do que amigos e familiares?
Para que as empresas consigam lutar por seu espaço no mercado é muito importante que exista confiança, honestidade, ética, respeito e competência.

Antes de escolher alguém para ocupar uma posiçao importante no seu trabalho e na sua empresa reflita sobre os conhecimentos, habilidades e atitudes que essa pessoa precisará demonstrar no desempenho da sua função. A confiança é imprescindível, mas não pode faltar a competência.

O Encontro dos Primos

Quem teve a oportunidade de crescer com os primos certamente guarda lembranças que serão eternas.

Primos dividem os Natais, os avós, as férias e muitas histórias. Primos brincam de “verdade e consequência”e confidenciam muitos segredos. Primos fazem artes mais malucas e dividem a responsabilidade; eles esperam muito ansiosos pelas férias (ou encontros) com os primos.

Depois eles crescem e mesmo que não se vejam com tanta frequência, eles sabem que podem contar uns com os outros. Hoje é domingo, e na nossa família, é dia dos primos se encontrarem!

O relacionamento entre irmãos

 

Você sabia que o relacionamento entre irmãos é o mais longo?

Além de longo, é uma fonte de aprendizado. É em casa que aprendemos a dividir os poais, o espaço e os brinquedos.
é com os irmãos que a gente aprende a negociar – qual canal de TV assitir, quem vai tomar banho primeiro.
É com os irmãos que virilizamos e disputamos o posto de filho preferido, de filho mais inteligente e é com os irmãos que aprendemo o que é complicidade.

Irmãos brigam mas se amam e se defendem com unhas e dentes. Fazem parte de uma mesma família, têm o mesmo sobrenome, mas precisam se diferenciar, um pode torcer pelo Brasil e outro para Itália, mas “se é para falar mal do meu irmão” deixa que eu falo. Mais ninguém pode falar!

O impacto da entrada das mulheres no mercado de trabalho

Já que estamos no mês de comemoração do Dia Internacional da Mulher gostaria de dedicar esse comentário às mulheres que têm transformado o mundo dos negócios.

De um tempo pra cá – e não faz tanto tempo assim – as mulheres têm conquistado posições de destaque no mercado de trabalho e têm deixado uma marca, bastante feminina, no mundo dos negócios.

Homens e mulheres são diferentes. No final dos anos 90 John Gray escreveu o livro “Homens são de marte e as mulheres são de Vênus” apresentando homens e mulheres como habitantes de diferentes planetas e que por isso, possuem além de um idioma próprio, regras de comportamento específicas de cada planeta.

Há quem diga que, no mundo empresarial, os homens focam nos resultados e as mulheres influenciam no processo. Os homens têm a visão focada, as mulheres a visão sistêmica. De fato eles são diferentes, mas quando trabalham em equipe, se complementam.

Atualmente fala-se na feminização do mercado de trabalho, isto é, a valorização de características femininas, tais como: a) a capacidade de exercer várias funções ao mesmo tempo, de cuidar de várias coisas ao mesmo tempo e b) a facilidade de ouvir e de se relacionar com os vários membros da equipe e a preocupação com as pessoas que estão próximas. Além disso, as mulheres são mais sensíveis, elas sabem que  o mercado precisa ser analisado e sentido.

Tais características fazem parte do universo feminino, construído ao longo do tempo, e são, ainda hoje, reforçadas pela educação tradicional. Desde crianças, as meninas brincam com a casinha inteira enquanto que os homens precisavam se contentar com a garagem. As meninas podiam chorar quando estavam chateadas ou por qualquer razão bobinha, já os meninos cresceram ouvindo que “homem não chora”. Além disso, mesmo as mulheres que não são mães aprenderam com as suas mães a mediar os conflitos em casa e, por isso tendem a ser e estar mais disponíveis para os membros da sua equipe de trabalho.

Vale lembrar que, cada vez mais os homens têm procurado desenvolver essas características – consideradas femininas, mas muito  valorizadas no mercado de trabalho – e essa transformação no mundo dos negócios é um dos impactos da entrada da mulher no mercado de trabalho e do alcance de posições de liderança.

O papel das mulheres na sociedade atual

No mês em que se comemora o Dia Internacional das mulheres vou dedicar os posts a elas, ou melhor, a nós!

Pois bem, e qual é o papel na mulher na nossa sociedade? O que é esperado das mulheres atualmente? É de fato muito difícil responder de forma adequada, precisa, ou generalizada sobre “qual é o papel das mulheres”, mas é possível afirmar que são muitas as expectativas e maiores ainda são as cobranças que vem de fora (dos outros) e aquelas que as próprias mulheres se impõem.

A mulher de hoje precisa trabalhar fora, precisa ser financeiramente independente, mas precisa ter tempo para cuidar da casa do marido e dos filhos. Ela também precisa se cuidar – fazer ginástica, ir ao salão de cabeleireiro, estar na moda, ter tempo para as saídas com as amigas etc. São as mulheres de mil e um papéis.

Mesmo aquelas que optam por um estilo de vida diferente – ou porque preferem não trabalhar fora para cuidar dos filhos pequenos ou, ao contrário,  preferem investir na sua carreira profissional e não ter filhos, ainda precisam se explicar, dar justificativas para os outros. Costumo dizer que a vida moderna não é muito justa com as mulheres ….

O melhor momento para a carreira deslanchar é também o melhor momento para investir na maternidade. Para as que optam pelas duas alternativas, as dúvidas são muito freqüentes. Será que estou dando conta do meu papel no trabalho, em casa, na família? Será que não estou priorizando um lado em detrimento do outro?

Em função da data comemorativa de 8 de março a mídia nos faz refletir sobre essas questões trazendo histórias de vida mulheres que se destacam nas suas escolhas. Dedico esse post a todas as mulheres que conseguem, nas 24 horas do dia (ou em parte delas), dar conta de todos os seus afazeres – sejam eles quais forem.