É possível preservar o patrimônio sem destruir os laços afetivos?

O título desse post me acompanhou por muito tempo, foi tema de palestras e chegou a ser, mesmo que por poucos meses, o título da minha tese de doutorado. Entretanto, percebi que as pessoas esperavam um Não como resposta e como acredito que realmente seja possível, dei um outro nome à minha pesquisa

A gente pode pensar na empresa familiar como uma balança em que em um prato temos a família que tem a empresa e no outro a empresa onde trabalham membros da família, se a tendência é o prato pesar sempre para um dos lados, o negócio pode não ser bem sucedido.

Evidentemente que em um momento de dificuldades na empresa – por exemplo, a perda de um importante cliente, ou a mudança de determinada legislação (que traga impacto para o negócio), a família pode ficar muito mais voltada para a empresa; da mesma forma que em um momento difícil na família como, por exemplo, a morte de um parente, a tendência é que as pessoas estejam muito mais envolvidas com a família.

Esse movimento – quase como uma gangorra – que em um momento é a família que está em evidência, em outro é a empresa- não é negativo, pelo contrário, é muito natural. Talvez a melhor metáfora seja a do pêndulo em que ora pende mais para um lado, ora pende mais para o outro mas o importante é que se encontre um equilíbrio, equilíbrio esse que vai variar em cada família, e cada negócio, não existe um modelo único.

Mas, se existe uma fórmula mágica para que o negócio entre familiares prospere é ter em mente que quando a família está à serviço da empresa e não a empresa à serviço da família, a empresa familiar pode ser um excelente negócio para todos os envolvidos.

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