A herdeira que foi convidada para trabalhar na empresa da família

Ainda sobre o evento do dia 19/06.

Minha amiga Carolina falou sobre o processo de entrada na empresa da sua família, e a possibilidade de empreender algo novo a partir do negócio da família … esse era o seu tema e além de abordá-lo de forma clara e vibrante trouxe outros dados super interessantes.

Ela se formou em Psicologia, teve uma boa experiência profissional até que um dia foi convidada para fazer parte da empresa. Na família dela é assim, você precisa ser convidado!

Enquanto trabalhou na empresa foi muito bem recebida por todos e, para a surpresa de muitos dos particpantes do evento, ela contou que nunca se sentiu como a filha do dono. (Ser visto como filho do dono é uma das grandes desvantagens para a maioria dos herdeiros que trabalham na empresa da família!)

Quando nasceu o seu 1o filho, ela se deu uma licença maternidade mais demorada. Trabalhava de casa! Quando nasceu o 2o filho ela já não se sentia tão entusiasmada com o negócio e ficou 18 meses em casa!

Essa é uma das grandes vantagens de ser herdeira de uma empresa familiar. Você pode sair da empresa e sabe que quando quiser, ou quando você tiver disponibilidade, você poderá voltar. Talvez não volte para o mesmo cargo, não volte para a mesma função nem com o mesmo salário mas “o mercado te aceita de volta”. Cada família vai reagir de uma forma a essa situação, mas, com muita frequencia, a mulher pode voltar.

Carolina contou que nesse tempo que ficou afastada quis fazer outras coisas, deu um outro direcionamento à sua carreira e, conversou com o seu pai sobre a possibilidade de deixar a sua marca … hoje ela é responsável por um novo serviço.

Algumas pessoas (Herdeiros) dizem que não querem entrar no negócio da família porque não se interessam pela atiividade (isso para mim ainda é um mistério, não consigo entender!), outras porque preferem empreender, outras porque não querem se ver obrigadas a seguirem o caminho de seus pais … mas são tantas as possibilidades! O importante é que cada família encontre o seu formato ideal.

Os dois depoimentos apresentados no evento trazem histórias diferentes, não devem ser considerados como modelos a serem seguidos mas podem funcionar como inspirações!

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