Tipologia

Por Carla Bottino

Podemos utilizar os fatores sócio demográficos e fatores específicos para classificar as empresas familiares. Os 1os são muito usados na classificação das empresas em geral. São eles:

– Porte: muitas empresas familiares são pequenas e médias mas também encontramos grandes empresas familiares

– Tempo de existência

– Setor de atividade

– Forma jurídica, por exemplo, se tem capital aberto na bolsa ou não

– Mercado geográfico: encontramos empresas familiares regionais, nacionais e multinacionais.

Os fatores específicos estão relacionados com o grau da geração da família na empresa. Ou seja, a empresa é de 1ª geração quando ela é de propriedade da família e é dirigida pelo(s) fundador(es). A geração está relacionada com a idade da empresa, com o ciclo de vida da empresa, influencia no número de proprietários e na intensidade do vínculo existente entre eles. As empresas de 1ª ou 2ª geração tem um número reduzido de sócios e uma maior proximidade entre eles.

Gallo (1995) descreve uma outra tipologia de empresas familiares de acordo com o vínculo existente entre a família e a empresa. Essa tipologia, que inclui a vontade de continuidade da empresa familiar e o tipo de dedicação dos membros da família para com a empresa, apresenta 4 modelos diferentes de empresas familiares:

A empresa de trabalho familiar: os membros da família pretendem administrar a empresa e os filhos são incentivados a trabalharem na empresa;

A empresa de direção familiar: os membros da família mantém a propriedade da empresa, transferindo a gestão da empresa para os familiares que tenham mais habilidade e a formação necessária/adequada. Apenas alguns membros da família trabalham na empresa;

A empresa familiar de investimento: os membros da família proprietária da empresa não se preocupam com a gestão da empresa mas apenas com as decisões de investimento. O objetivo da família é aumentar a rentabilidade que a empresa pode dar aos membros da família; e

A empresa familiar conjuntural: é aquele empresa em que não existe um forte interesse em manter a propriedade ou gestão sobre ela. O vinculo existente entre família e empresa é decorrente de circunstâncias, como por exemplo, de herança.

Gallo considera as três primeiras como familiares e, de acordo com ele, costuma existir uma relação temporal entre elas; Elas começam como de trabalho familiar e, com o tempo, muitas se transformam em empresa de direção familiar para depois de anos, algumas tornarem-se empresas de investimento.

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