Sucessão em Família – como por fim às brigas da parentada, ganhar profissionalismo e incrementar lucros em empresas familiares (Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios)

Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra
na edição da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios de junho/2007

Por Carin Homonnay Petti
Foto: Ricardo Corrêa

“Você sabe o que a padaria da esquina tem em comum com gigantes do calibre da Ford, da Votorantim ou das Casas Bahia? O controle familiar. E não por acaso. As empresas tocadas em família respondem por cerca de 80% dos negócios do mundo e 90% dos brasileiros. Apesar disso, apenas 65% delas chegam à segunda geração e 15%, à terceira, segundo estatísticas da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. O restante some do mapa por motivos que vão da morosidade e centralização exagerada a brigas dignas de um enredo de novela. Para quem sobrevive, porém, a notícia é animadora. “As empresas familiares podem ser imbatíveis quando bem administradas”, diz o guru americano John Davis, professor de Harvard e presidente da consultoria Owner Managed Business Institute, cujas recomendações servem de condutor para clãs de todo o planeta – entre eles, os Diniz, do Pão de Açúcar, e os Sirotsky, do grupo de comunicação RBS.

Não faltam aos negócios de família vantagens para largar na frente da concorrência: estabilidade no comando, agilidade nos processos de decisão, comprometimento dos sócios e existência de valores comuns. Tanto é assim que, dos 300 maiores grupos privados nacionais, 265 são familiares. E qual o segredo dos bem-sucedidos? De largada, como você bem deve saber, é preciso separar o ambiente doméstico do universo dos negócios. “Nesse contexto, profissionalismo significa disciplina na empresa, com regras de comportamento e trabalho, independentemente do grau de parentesco. Significa também a adoção de uma liderança saudável, não autoritária”, afirma o consultor Davis. Com tal fórmula, é possível administrar conflitos entre parentes, acertar na contratação e avaliação deles, na preparação de herdeiros e na sucessão…”

ft_paifilho1 Conselho de pai? não, obrigado

O empresário Álvaro Aoás (à dir.) e o filho Cairê estão à frente de dois restaurantes em São Paulo: o Bar Brahma, adquirido em 1999, e o Café São Paulo Antigo, criado em 1990. Eles moram e trabalham juntos. Mas, quando se trata de orientar ou criticar o trabalho do filho, o pai sai de cena. Aoás prefere deixar a tarefa a cargo de um diretor, para que o processo seja o mais profissional possível. ‘Por mais que a gente se dê bem, serei sempre o pai fazendo críticas’, diz. Cairê aprova a medida: ‘O envolvimento da família pode criar uma certa miopia e avaliações distorcidas’.


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