O caso do grupo sueco Bonnier – 22/04/2009

O caso do grupo sueco Bonnier pode ser lido no link:

http://opiniaoenoticia.com.br/economia/negocios/o-grupo-sueco-bonnier/

Em 1801 Gutkind Hirschel deixou sua Dresden natal para escapar das perseguições de que os judeus eram vítimas na Alemanha. Ele foi para Copenhague e mudou seu nome para Gerhard Bonnier. Em 1804 ele abriu uma livraria. Em 1837 seu filho Albert fundou uma editora de livros em Estocolmo. Em 1864 foi fundado em Estocolmo o Dagens Nyheter (Notícias do dia), primeiro jornal da Suécia, e Albert subscreveu 5% das ações para apoiar o projeto. Karl Otto, o filho mais velho de Albert, herdou o negócio do pai. Algum tempo mais tarde Karl Otto foi eleito “Chairman” do jornal e comprou uma participação majoritária no mesmo.

Karl Otto deixou a empresa para os três filhos homens que trabalhavam com ele: Tor, Ake e Kaj, deixando fora da herança um outro filho e duas filhas. Tor, o mais velho, assumiu o cargo de “Chairman” e se tornou o maior acionista. Em 1929 ele comprou a Ahlén & Akerlund, a maior editora de revistas da Suécia, a qual se tornou o grande gerador de caixa da família.
Em 1953 Kaj teve sérias divergências com Tor a respeito de estratégia do negócio, e pediu para sair. A maneira encontrada foi fazer uma cisão criando uma nova empresa, chamada Marieberg, que se tornou dona do jornal. A família de Kaj ficou com ações dessa nova empresa e nenhuma do grupo Bonnier principal (livros e revistas). No mesmo ano Tor e Ake transferiram suas ações para os filhos. Abbe, filho de Tor, passou a dirigir o ramo de jornal e revistas e Gerard, filho de Ake, a editora de livros.

Em 1987 morre Gerard. Os filhos de Tor transferiram suas ações para os filhos. Três anos depois Carl-Johann, neto de Tor, torna-se Chairman. Em 1999 o Grupo Bonnier fez uma oferta pública e comprou todas as ações da Marieberg, fechando seu capital e fundindo-a com o Grupo. Nesse momento um CEO externo foi contratado. Pela primeira vez a direção foi confiada a alguém de fora da família.

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