O impacto da família no desenvolvimento dos empreendedores

Nesse post quero falar sobre o papel da família, e, em especial, o das mães dos empreendedores (já que estamos no mes das mães!) no desenvolvimento da carreira dos seus filhos.

Como professora de empreendedorismo, já participei de discussões calorosas sobre o tema – seja em rodas de amigos, em salas de aula, ou em defesas de mestrado e ainda não foi possível chegar a um consenso sobre diversas questões.

Empreendedorismo é algo inato ou pode ser desenvolvido? As pessoas já nascem empreendedoras?   Particularmente acredito na possibilidade de formar empreendedores, sendo empreendedorismo uma atitude diante a vida, relacionada com a possibilidade de fazer escolhas, construir coisas, adotar outros e novos itinerários.

Recentemente assisti a um filme comercializado pela Siamar recursos para treinamentos sobre o impacto exercido pelas mães dos empreendedores em suas carreiras. 

Lemonade Stories é um filme produzido pela Fifty Eggs (EUA), com o apoio do Babson College, que conta a história de sete empreendedores. O título vem da expressão “pegar limões e fazer limonadas”, ou seja, tentar achar um modo de aproveitar os limões da melhor forma.

Os empreendedores do filme fazem um agradecimento às suas mães por elas terem sempre acreditado na capacidade de realização, por terem estado sempre  por perto, por terem dado  amor, força, independência, liberdade e coragem aos seus filhos. Na opinião dos empreendedores do filme, suas mães foram suas principais incentivadoras.

Claro que não existe uma fórmula para isso, as histórias contadas no filme são muito diferentes, entretanto, uma coisa elas têm em comum: os pais e, em especial, as mães, permitiram que seus filhos descobrissem novos caminhos e, mais, deixaram que eles enfrentassem os desafios que apareceram no caminho. A necessidade de enfrentar desafios, quando comparado ao sucesso fácil graças à intervenção dos pais parece ser um impulsionador da atitude empreendedora.

Hoje vemos pais muito mais preocupados em preparar o futuro dos filhos do que em preparar seus filhos para enfrentar o futuro. Qual é a diferença?

Não temos como prever qual será o futuro dos nossos filhos, nem quando tentamos prepará-lo, mas se pudermos ensinar aos nossos filhos a lidar com as incertezas, a avaliar as situações, eles poderão enfrentar os desafios que certamente aparecerão, com mais tranqüilidade.

Pense nisso!

 

O que acha mais importante no seu trabalho? Confiança ou competência?

O assunto de hoje – a nomeação de Marcelo H. Crivella – o filho – como Secretário – Chefe da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro – nos remete a um tema bastante delicado nas empresas familiares. O que é mais importante no ambiente profissional – a competência ou a confiança? Em muitos casos é a confiança e isso está relacionado com a nossa cultura.

O povo Brasileiro é muito desconfiado, acha que sempre tem alguém tentando tirar vantagem – a “Lei de Gérson”, o “jeitinho Brasieliro”, a “malandragem”, características da nossa Cultura, fazem com que o brasileiro prefira ter pessoas de confiança do que amigos e familiares?
Para que as empresas consigam lutar por seu espaço no mercado é muito importante que exista confiança, honestidade, ética, respeito e competência.

Antes de escolher alguém para ocupar uma posiçao importante no seu trabalho e na sua empresa reflita sobre os conhecimentos, habilidades e atitudes que essa pessoa precisará demonstrar no desempenho da sua função. A confiança é imprescindível, mas não pode faltar a competência.

O Encontro dos Primos

Quem teve a oportunidade de crescer com os primos certamente guarda lembranças que serão eternas.

Primos dividem os Natais, os avós, as férias e muitas histórias. Primos brincam de “verdade e consequência”e confidenciam muitos segredos. Primos fazem artes mais malucas e dividem a responsabilidade; eles esperam muito ansiosos pelas férias (ou encontros) com os primos.

Depois eles crescem e mesmo que não se vejam com tanta frequência, eles sabem que podem contar uns com os outros. Hoje é domingo, e na nossa família, é dia dos primos se encontrarem!

O relacionamento entre irmãos

 

Você sabia que o relacionamento entre irmãos é o mais longo?

Além de longo, é uma fonte de aprendizado. É em casa que aprendemos a dividir os poais, o espaço e os brinquedos.
é com os irmãos que a gente aprende a negociar – qual canal de TV assitir, quem vai tomar banho primeiro.
É com os irmãos que virilizamos e disputamos o posto de filho preferido, de filho mais inteligente e é com os irmãos que aprendemo o que é complicidade.

Irmãos brigam mas se amam e se defendem com unhas e dentes. Fazem parte de uma mesma família, têm o mesmo sobrenome, mas precisam se diferenciar, um pode torcer pelo Brasil e outro para Itália, mas “se é para falar mal do meu irmão” deixa que eu falo. Mais ninguém pode falar!

O impacto da entrada das mulheres no mercado de trabalho

Já que estamos no mês de comemoração do Dia Internacional da Mulher gostaria de dedicar esse comentário às mulheres que têm transformado o mundo dos negócios.

De um tempo pra cá – e não faz tanto tempo assim – as mulheres têm conquistado posições de destaque no mercado de trabalho e têm deixado uma marca, bastante feminina, no mundo dos negócios.

Homens e mulheres são diferentes. No final dos anos 90 John Gray escreveu o livro “Homens são de marte e as mulheres são de Vênus” apresentando homens e mulheres como habitantes de diferentes planetas e que por isso, possuem além de um idioma próprio, regras de comportamento específicas de cada planeta.

Há quem diga que, no mundo empresarial, os homens focam nos resultados e as mulheres influenciam no processo. Os homens têm a visão focada, as mulheres a visão sistêmica. De fato eles são diferentes, mas quando trabalham em equipe, se complementam.

Atualmente fala-se na feminização do mercado de trabalho, isto é, a valorização de características femininas, tais como: a) a capacidade de exercer várias funções ao mesmo tempo, de cuidar de várias coisas ao mesmo tempo e b) a facilidade de ouvir e de se relacionar com os vários membros da equipe e a preocupação com as pessoas que estão próximas. Além disso, as mulheres são mais sensíveis, elas sabem que  o mercado precisa ser analisado e sentido.

Tais características fazem parte do universo feminino, construído ao longo do tempo, e são, ainda hoje, reforçadas pela educação tradicional. Desde crianças, as meninas brincam com a casinha inteira enquanto que os homens precisavam se contentar com a garagem. As meninas podiam chorar quando estavam chateadas ou por qualquer razão bobinha, já os meninos cresceram ouvindo que “homem não chora”. Além disso, mesmo as mulheres que não são mães aprenderam com as suas mães a mediar os conflitos em casa e, por isso tendem a ser e estar mais disponíveis para os membros da sua equipe de trabalho.

Vale lembrar que, cada vez mais os homens têm procurado desenvolver essas características – consideradas femininas, mas muito  valorizadas no mercado de trabalho – e essa transformação no mundo dos negócios é um dos impactos da entrada da mulher no mercado de trabalho e do alcance de posições de liderança.

O papel das mulheres na sociedade atual

No mês em que se comemora o Dia Internacional das mulheres vou dedicar os posts a elas, ou melhor, a nós!

Pois bem, e qual é o papel na mulher na nossa sociedade? O que é esperado das mulheres atualmente? É de fato muito difícil responder de forma adequada, precisa, ou generalizada sobre “qual é o papel das mulheres”, mas é possível afirmar que são muitas as expectativas e maiores ainda são as cobranças que vem de fora (dos outros) e aquelas que as próprias mulheres se impõem.

A mulher de hoje precisa trabalhar fora, precisa ser financeiramente independente, mas precisa ter tempo para cuidar da casa do marido e dos filhos. Ela também precisa se cuidar – fazer ginástica, ir ao salão de cabeleireiro, estar na moda, ter tempo para as saídas com as amigas etc. São as mulheres de mil e um papéis.

Mesmo aquelas que optam por um estilo de vida diferente – ou porque preferem não trabalhar fora para cuidar dos filhos pequenos ou, ao contrário,  preferem investir na sua carreira profissional e não ter filhos, ainda precisam se explicar, dar justificativas para os outros. Costumo dizer que a vida moderna não é muito justa com as mulheres ….

O melhor momento para a carreira deslanchar é também o melhor momento para investir na maternidade. Para as que optam pelas duas alternativas, as dúvidas são muito freqüentes. Será que estou dando conta do meu papel no trabalho, em casa, na família? Será que não estou priorizando um lado em detrimento do outro?

Em função da data comemorativa de 8 de março a mídia nos faz refletir sobre essas questões trazendo histórias de vida mulheres que se destacam nas suas escolhas. Dedico esse post a todas as mulheres que conseguem, nas 24 horas do dia (ou em parte delas), dar conta de todos os seus afazeres – sejam eles quais forem.

Março – o mês das mulheres

No mês de março, mais precisamente no dia 8, é comemorado o Dia Internacional das Mulheres e por isso quero deixar os parabéns a todas as mulheres que de alguma forma contribuem ou já contribuíram para o desenvolvimento de empresas e de empreendedores; em especial …

– às mulheres empreendedoras, que estão a frente de um negócio;

– às mulheres de fibra, de que estão a frente de uma família – mães ou esposas de empreendedores;

– às filhas dos empreendedores – sucessoras, herdeiras ou apenas meninas que ainda não entendem porque seus pais trabalham tanto; e,

– às funcionárias, mulheres que trabalham, vestem a camisa da empresa e fazem parte de uma engrenagem que não pode parar.

Essa é apenas uma homenagem para quem faz tanto todos os dia.

De volta ao trabalho

Bom, antes de mais nada quero justificar a minha ausência nesses meses …

Precisei dar um pouco de atenção em casa e, por um perído de tempo, fiquei longe das salas de aula e acabei não atualizando o blog. Uma pena pois são duas atividades que me dão muito prazer.

Quem tem filhos pequenos sabe exatamente o que é isso. Constatemente somos obrigadas a fazer escolhas e, costumo dizer que não é fácil.

O melhor período para o crescimento profissional coincide com o melhor período para a maternidade. Por mais que digam que a Medicina evoluiu bastante, que hoje em dia as mulheres optam por ter filhos mais tarde e/ ou optam por ter uma família menor (com menos filhos), a maternidade não é um projeto que possa ser adiado por tanto tempo e sempre vai exigir uma grande disponibilidade e um grande investimento – financeiro e emocional!.

Ao mesmo tempo, as oportunidades de crescimento profissional aparecem e se você não estiver disponível para agrrá-las, outras pessoas estarão! Injustiça? Não, são escolhas!!!

Algumas mulheres optam pela maternidade, outras optam pela carreira profissional, outras se dividem com muita culpa , outras sem culpa nenhuma. De qualquer forma, essa é uma questão que está diretamente relacionada com o planejamento de vida de cada pessoa e / ou de cada família.

Vou escrever um outro post com alguns exemplos de mulheres que fizeram escolhas diferentes e se consideram satisfeitas e felizes.

Outras motivações das mulheres empreendedoras

É sabido que muitas mulheres ainda optam por abrir o seu negócio, pois essa seria uma maneira de contribuir com a renda familiar. Essas seriam as empreendedoras por necessidade. No post anterior escrevemos sobre as empreendedoras que identificaram uma nova oportunidade de negócio – são as empreendedoras por oportunidade, as inovadoras. 

 

Além das empreendedoras por necessidade e daquelas por oportunidade, temos visto casos de profissionais extremamente competentes, dedicadas ao trabalho e reconhecidas como pessoas bem sucedidas que, em um momento da vida, optam por mudar de carreira, abrir um negócio para assim, ter uma flexibilidade de horário e poder acompanhar o desenvolvimento dos filhos.

 

Costumo dizer que não é fácil abrir uma empresa quando não se tem todo o tempo do mundo para se dedicar a ela. Assim como um bebezinho, uma empresa nascente precisa de muita atenção para crescer, mas algumas mulheres preferem abrir mão daquela carreira frenética e se dedicarem – no tempo que for possível – a um novo projeto de vida que lhes proporcione o bem-estar de estarem inseridas no mercado de trabalho e alguma rentabilidade.

 

Este é um movimento que tem crescido mas que ainda é pouco valorizado. Contudo, nossa experiência tem demonstrado que esses negócios começam muito devagar e podem futuramente deslanchar. É como se nessa fase inicial, essas empreendedoras estivessem fazendo a sua pesquisa de mercado – estão se aproximando dos clientes, conhecendo melhor seus interesses, estão testando os produtos e, sem muita pressa, conseguem identificar o melhor produto ou o melhor serviço.

Mulheres Empreendedoras

 

 

A Revista PME Exame de fevereiro de 2012 trouxe a seguinte matéria de capa: Mulheres no comando – porque um número crescente de empreendedoras tem sido responsável pelo avanço de muitas das empresas emergentes no Brasil.

 

De acordo com a reportagem, desde 2007, 10 milhões de mulheres iniciaram um negócio próprio no Brasil e hoje elas já representam metade do número dos empreendedores brasileiros.

 

A reportagem também apresenta dados do GEM – Global Entrepreneurship Monitor sobre o crescimento do número de empreendedoras no Brasil. Em 2001, 58% das mulheres abriram um negócio, pois haviam identificado uma oportunidade de negócio. Em 2011, esse número cresceu e, ter identificado uma oportunidade de negócio foi a principal motivação para 69% das mulheres empreendedoras.

 

Além do número de mulheres empreendedoras estar crescendo, a reportagem chama a atenção para duas questões importantes. (1) Alguns cursos de graduação ainda têm muito mais alunos do sexo masculino nas salas de aula, o que as deixa em desvantagem quando o assunto é inovação em áreas predominantemente masculinas, tais como: engenharia de computação, do petróleo entre outras. (2) A necessidade de a mulher encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal. De fato, o trabalho, e principalmente a carreira profissional está contido em um planejamento maior, no plano de vida de uma pessoa. Optar pela maternidade, pela carreira ou pelas duas coisas não é uma tarefa fácil e que pode impactar no número de novas empreendedoras.